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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

¿Por qué se okupa? - Por Enric Prat

Fonte: VientoSur
12/08/2016 | Enric Prat



Okupar es usar o vivir en espacios desocupados durante un tiempo indefinido sin el consentimiento de sus propietarios. Se okupa para denunciar las dificultades de acceso a la vivienda cuando las tasas de pobreza, paro y precariedad laboral son muy altas, los salarios bajos y los precios de las viviendas y de los alquileres son muy altos, unido a la existencia de una gran cantidad de viviendas desocupadas. Y para poner de relieve la escasez de espacios de sociabilidad y de expresión artística no mercantilizados para los jóvenes, mientras existen espacios desocupados, bastantes de ellos abandonados.

Son fundamentalmente de tres tipos: la okupación como alternativa de vivienda, para no pagar los alto precios y para hacer la experiencia de vivir en una comunidad intencional. La okupación conservacionista, para preservar casas y pueblos abandonados o edificios históricos que se iban a derribar o que se estaban deteriorando; en algunas de las casas y pueblos okupados se ha desarrollado la agricultura ecológica, se han utilizado energías limpias y renovables, y se ha practicado el consumo responsable. Y la okupación para crear centros sociales en los que se ofrecen servicios (bar, biblioteca…) y se ponen en práctica actividades y experiencias colectivas. En algunos de ellos también hay un espacio de vivienda para las personas que los gestionan y dinamizan.

En bastantes de las okupaciones observamos una mezcla de las tres modalidades. Por ejemplo, hay algunas okupaciones conservacionistas que también son alternativa de vivienda y tienen espacios abiertos de sociabilidad. Es el caso de Can Masdeu, okupada y autogestionada desde diciembre del 2001 por una treintena de personas que conviven de manera permanente y que resistió un intento de desalojo en 2002. Entre sus proyectos hay huertos comunitarios, agricultura ecológica, educación ambiental y un centro social. Desde el inicio han mantenido una estrecha relación y colaboración con las entidades y las asociaciones de Nou Barris.

El movimiento de las okupaciones utiliza fundamentalmente formas de acción de confrontación y su estrategia de lucha está basada en la desobediencia civil. Entre las formas de acción empleadas hay que resaltar la okupación, la resistencia pasiva desde el edificio okupado durante su desalojo, la concentración de protesta durante el desalojo del edificio okupado, la manifestación en la calle tras el desalojo del edificio okupado y la reokupación tras el desalojo (en el mismo espacio o en uno alternativo).

Para la gran mayoría de los que la han practicado, un requisito imprescindible de la desobediencia civil es que se realice de forma no violenta. ¿Por qué? En primer lugar, por una cuestión de principios éticos, morales o políticos. En segundo lugar, por los inconvenientes que presentan las acciones violentas de cara a conseguir legitimidad social y aliados políticos, ya que son condenadas por la mayoría de la población, los medios de comunicación, los partidos políticos, las organizaciones sociales y las instituciones democráticas. Y en tercer lugar, porque la violencia facilita la legitimación de la respuesta represiva de las autoridades e imposibilita que pueda ser realizada por un número significativo de personas debido a los elevados costes personales que comporta su práctica (prisión, torturas e incluso la muerte), además de ser impotente ante la evidente y aplastante superioridad de las instituciones armadas al servicio del Estado (policías y ejércitos).

Ahora bien, cuando la policía practica desalojos de manera violenta la evolución de los acontecimientos es impredecible, entre otros motivos porque en las acciones de respuesta participa una diversidad de grupos políticos y sociales, algunos de ellos proclives a protestar destruyendo bienes materiales e incluso no rehuyendo el enfrentamiento físico con la policía. Ante esas situaciones, la criminalización del movimiento de las okupaciones no sólo es injusta sino que conduce a un agravamiento del problema planteado, que es fundamentalmente social y político y no de orden público. Lo más sensato es que los gobiernos municipal y autonómico intenten establecer un diálogo con el colectivo de okupas y con las asociaciones vecinales con el propósito de acordar el cese de la violencia y el inicio de un proceso de negociación que se proponga como objetivo la resolución del conflicto generado a través de un pacto satisfactorio para todas las partes afectadas. Difícil pero no imposible de conseguir.

02/08/2016


Enric Prat Carvajal es historiador y profesor de Ciencia Política en la UAB.
http://ccaa.elpais.com/ccaa/2016/08/01/catalunya/1470070231_294910.html

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

"Quem me leva os meus fantasmas"



(Maria Bethânia)

Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a ursa maior eram ferros acesos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos
Em sonhos gigantes
E a cidade vazia
Da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto

Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?E me diz onde e´ a estrada



Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam
Em que homens negavam
O que outros erguiam
E eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso, abraçava venenos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta


Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada


De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?


Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?

Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?

Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?




E me diz onde e a estrada


quarta-feira, 27 de julho de 2016

"Filhos da época", de Wislawa Szymborska


Wislawa Szymborska, 1923-2012
"Somos filhos da época
e a época é política.

Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.

Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.

O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro político.

Até caminhando e cantando a canção
você dá passos políticos
sobre um solo político.

Versos apolíticos também são políticos,
e no alto a lua ilumina
com um brilho já pouco lunar.
Ser ou não ser, eis a questão.
Qual questão, me dirão.
Uma questão política.

Não precisa nem mesmo ser gente
para ter significado político.
Basta ser petróleo bruto,
ração concentrada ou matéria reciclável.
Ou mesa de conferência cuja forma
se discuta por meses a fio:
deve-se arbitrar sobre a vida e a morte
numa mesa redonda ou quadrada.

Enquanto isso matavam-se os homens,
morriam os animais,
ardiam as casas,
ficavam ermos os campos,
como em épocas passadas
e menos políticas."

(Do livro Poemas, tradução de Regina Przybycien, publicado pela Companhia das Letras.)


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Patrimônio Imóvel do Estado é tema de audiência pública na Assembleia Legislativa




O projeto Gestão de Ativos já cadastrou 2.482 imóveis, de propriedade do Estado, de cerca de 11 mil matrículas - Foto: Matheus Fernandes/Smarh Download HD (725,00 kB)

O projeto Gestão de Ativos, desenvolvido pela Secretaria da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos (Smarh), foi apresentado em Audiência Pública, nesta segunda-feira (6), na Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o secretário Raffaele Di Cameli falou da importância de se estabelecer diretrizes básicas para os projetos de gestão e dar continuidade ao que já foi realizado. "Avalio que três perguntas básicas devem ser feitas em todo o processo de gestão pública: o que é importante para o Estado, quais os projetos que podem ser concluídos e a percepção dos resultados pela sociedade", enfatizou o secretário.
O secretário-adjunto da Smarh, João Portella, que também participou da audiência, disse que já foram cadastrados 2.482 imóveis, de propriedade do Estado, de cerca de 11 mil matrículas. "Com mais uma nova licitação em andamento, deverão ser cadastrados mais 3.000 imóveis. Projeta-se um total de seis a sete mil imóveis consolidados até setembro de 2017. Dentro do projeto Gestão de Ativos, estamos prevendo a avaliação de 240 imóveis que poderão entrar no fluxo de vendas do patrimônio. Até o momento foram a leilão oito imóveis, dos quais quatro foram arrematados", conclui Portella.
Durante a audiência, Portella também informou que está sendo estudada uma forma de permuta com empresas da construção civil que tenham interesse em imóveis do Estado, em troca de construção de penitenciárias. "Uma listagem de 40 a 50 imóveis de propriedade do Estado com valores avaliados entre R$ 200 e R$ 250 milhões poderão ser disponibilizados para esse fim", afirmou Portella.
A audiência foi presidida pelo deputado Frederico Antunes, daComissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. O objetivo do encontro foi analisar a situação dos imóveis pertencentes ao Estado, tanto da administração direta como indireta. Também foi discutido o Fundo de Gestão Patrimonial (Fegep).


Texto: Ascom Smarh
Edição: Denise Camargo/Secom 

Estado do RS não apresenta proposta para famílias da Lanceiros Negros

FONTE: CATARSE

Seis mil prédios desocupados pertencem ao Estado do RS, informaram integrantes da Procuradoria-Geral do Rio Grande do Sul, na audiência conciliatória que aconteceu na quarta-feira, 29 de junho, no Foro Central de Porto Alegre. Mas na busca interna que o governo fez para encontrar alguma proposta para a Ocupação Lanceiros Negros não acharam nada. Nada onde setenta famílias possam morar, já que o governo não abre mão de ter de volta o prédio que ocupam na esquina das ruas General Câmara com Andrade Neves. Mais um prédio antes desocupado para se somar agora a estes seis mil. E o governo alega que paga aluguel para secretarias do Estado, num montante de mais de 30 milhões de reais, e precisa do prédio que se transformou em moradia para dezenas de famílias para instalar uma destas repartições e economizar uns trocados. Você entende isso? Nós não, já que outros seis mil imóveis do Estado serão leiloados para fazer caixa ou colocados em permuta para a construção de unidades prisionais. Esta é a prioridade.

O governo também diz que não faz parcerias com movimentos que reivindicam o direito humano básico de acesso à moradia. Isso precisa ser feito com as prefeituras. O governo só negocia áreas através dos municípios. Mas com a iniciativa privada negocia. Ou não? A determinação da juíza, então, é que Estado e Prefeitura de Porto Alegre conversem sobre o futuro das famílias. Querem um cadastro no DEMHAB que, segundo o promotor, tem a “expertise” para lidar com o assunto. Mas quem mora em áreas por onde passa os interesses econômicos da cidade dos negócios pensa muito diferente. Basta consultar o pessoal da Vila Cruzeiro, na Rua Moab Caldas, por exemplo, pra saber como o DEMHAB atuou por lá quando iniciaram as obras de duplicação da avenida, na correria para atender a Copa do Mundo de Futebol.

Nada. Nenhuma proposta. Nenhuma solução. Apenas a determinação de que as famílias saiam do prédio. Uma nova audiência foi marcada para o dia 15 de agosto. Até lá, os moradores da ocupação terão mais um mês e meio pra viver a nova vida que estão construindo no Centro de Porto Alegre.

Abaixo, depoimento de Queops Damasceno Carneiro, representante da Ocupação Lanceiros Negros, após a audiência desta quarta-feira (29-06-16).